Minha Declaração de Princípios Políticos!

  1. As Internacionais.

O primeiro passo para iniciar qualquer diálogo sobre política ocorre na justa medida em que entendemos que “não existe Nação sobre a Terra que seja isolada”. Todos os países possuem vizinhos e a interatividade humana entre eles é absoluta! Exatamente por esta razão não existem países que possam ser isolados do conjunto mundial de Nações. O sujeito tem que ser muito infantil ou tolo para pretender uma exposição qualquer que ignore este fato absoluto.

Diante desta realidade entra em cena a Teoria das Relações Internacionais que funciona como instrumento teórico conceitual por meio do qual podemos compreender e explicar os fenômenos relativos à ação humana que transcende o espaço interno dos Estados, ou seja, que tem lugar no meio “internacional”.

A pauta é muito extensa, porém, alguns fundamentos devem ser compreendidos, porque são primários; e o primeiro deles é que todos os Partidos Políticos que existem são participantes de aglomerados internacionais que defendem posturas específicas.

Estes aglomerados são bem articulados, possuem princípios, objetivos, dinheiro e pessoas afinadas no sentido de apoiar as questões que lhes interessam.

Ora desta forma temos um cenário político que envolve quatro grandes correntes claramente definidas em todo o Mundo e no Brasil elas se delineiam de forma muito clara nos documentos publicados pelos Partidos Políticos, pelas pessoas que os representam e como falam e agem publicamente (e até às escondidas) diante de todo o povo brasileiro. Eles se revelam claramente como são – as palavras, pensamentos, ações e hábitos, revelam os pensamentos e o caráter de cada um deles às claras diante de todos nós!

Os Partidos Políticos, agrupados nas suas correspondentes internacionais, obedecem as suas conexões ideológicas, sempre em sentido muito amplo, porque o nosso Mundo é uma Aldeia em que interesses dentro dela se harmonizam e atuam em direção objetiva de ações.

No Brasil, Partidos tais como PT, PSDB, PMDB, PSOL, PDT, PTB, PSB, PP, PV, PRTB, PSD, PSC, PSDC, PMN, PRP, PHS, PRB, Solidariedade, PROS, PEN, REDE e PMB, são efetivamente ligados à corrente Socialista, sob a bandeira da chamada Social-Democracia que, de fato, não almeja ser Comunista de forma alguma!

Partidos tais como o PCdB, PCO, PSTU e PCB são objetivamente comunistas e defendem esta linha, embora haja muita protituição e namoro de muitos de seus políticos com a ala Socialista que predomina na maioria dos Municípios Brasileiros e nas Universidades, bem como nos Sindicatos.

O grupo Islâmico é inexistente no Brasil em termos de política representativa no Congresso Nacional, embora fortíssimo nas Nações Islâmicas e na ONU.

O grupo Liberal, no Brasil tem hoje cinco bandeiras que se apresentam como tais: o Partido Novo, o DEM, o PR, o PPL e o PSL. Eu estou oficialmente filiado ao PSL = Partido Social Liberal.

Qualquer diálogo sobre Política no Brasil que não entenda estas raízes e suas IDEIAS é inócuo e, mormente, promovido por pessoas que não sabem de onde vem, quem são e onde vão – embora pareça claro que na esmagadora maioria sabem o que querem: o esquema corruptor e corruptível praticado pela hegemônica maioria Socialista, com forte inclinação Comunista e profundamente alienada do Liberalismo. Uma maioria que defende um Estado Gigante, que viva cheio de um funcionalismo caríssimo, nababesco e que sangra as contas públicas por todos os lados; sem falar nas questões relacionadas com a corrupção que merece capítulo em separado.

  1. Minha Escolha Pelos Liberais.

Por força de minha inclinação pessoal eu seria familhista se existisse tal corrente como um fenômeno internacional, mas é melhor defendê-la por dentro da estrutura liberal-democrática onde já estou filiado.

A escolha se deve especialmente à seguinte abordagem:

  1. O Manifesto de Oxford de 1947 Que Defendo!

Minhas conexões com o pensamento inglês – embora eu seja muito fraco no domínio da língua inglesa – é total. Dois pontos são muito fortes na minha interpretação da Era Contemporânea em que estou inserido e que consiste em minha realidade. E dou especial atenção à isto porque, embora a História seja fundamental para alinhar uma sequência cronológica de fatos e considerações, o que me importa de real é minha vida verdadeira aqui e agora e o legado que vou deixar.

Assim, não posso negar a valiosíssima influência (1º ponto) da Revolução Industrial como o primeiro grande marco que pontua minha mente no cenário do entendimento da História Política Contemporânea, (2º ponto) seguido da brilhante tenacidade inglesa frente aos horrores da Segunda Grande Guerra contra o Socialismo de Hitler e de Mussolini – suportando sozinho por quase 3 anos os demônios germânicos até que os EUA entra com seu inestimável auxílio e, desta forma pontuam a segunda grande marca de minha compreensão essencial da História Política de nosso tempo.

Ora, o resultado de todo o brilhante esforço do Império Britânico, associado aos Estados Unidos na defesa da posição Liberal-Democrática no Mundo pode ser bem esclarecida como uma lista de princípios que foram com altivez moral estabelecidos em Oxford, na Inglaterra em 1947, consolidando a terceira base de minha fundamentação em torno do verdadeiro liberalismo que me interessa.

Salvador de Madariaga y Rojo (La Coruña, 23 de julho de 1886-Locarno, 14 de dezembro de 1978) foi um político, diplomata e escritor espanhol.

Este Manifesto de Oxford, elaborado em Abril de 1947 por representantes de 19 Partidos Políticos Liberais no Wadham College of the Oxford, liderado pelo memorável liberal Salvador de Madariaga, é um documento que descreve os princípios políticos básicos da Internacional Liberal.

Salvador de Madariaga y Rojo (em 1975).

Cinquenta anos depois, em 1997, a Internacional Liberal retornou a Oxford e publicou um suplemento ao manifesto original, chamado Agenda Liberal Para o Século XXI, descrevendo as políticas liberais em maior detalhe. Foi adotado pelo 48º Congresso da Liberal International, que foi realizado entre 27-30/11/1997 na Prefeitura de Oxford.

O texto conclusivo assim de impõe e eu adoto como minha linha de convicção como liberal-democrata:

 

DECLARAÇÃO LIBERAL DE OXFORD EM 1947

PRESIDÊNCIA DE SALVADOR DE MADARIAGA Y ROJO

Nós, liberais de dezenove países, reunidos em Oxford numa época de desordem, pobreza, fome e medo causados ​​por duas guerras mundiais;

Convencidos de que esta condição do Mundo é em grande parte devido ao abandono dos princípios liberais;

Afirmamos nossa fé na presente Declaração:

Primeiro Princípio

  1. O homem é antes de tudo um ser dotado com o poder do pensamento e ação independente, e com a capacidade de distinguir o certo do errado.
  2. O respeito pela pessoa humana e pela família é a verdadeira base da sociedade.
  3. O Estado é apenas o instrumento da comunidade; não deve assumir nenhum poder que entre em conflito com os direitos fundamentais dos cidadãos e com as condições essenciais para uma vida responsável e criativa, nomeadamente:
    • Liberdade pessoal, garantida pela independência da administração da lei e da justiça;
    • Liberdade de culto e liberdade de consciência;
    • Liberdade de expressão e de imprensa;
    • Liberdade de associação ou não de associação;
    • Livre escolha de ocupação;
    • A oportunidade de uma educação completa e variada, de acordo com a capacidade e independentemente de nascimento ou meios;
    • O direito à propriedade privada e o direito de embarcar em empreendimentos individuais;
    • Escolha livre do consumidor e a oportunidade de colher todos os benefícios da produtividade do solo e da indústria do homem;
    • Segurança contra os riscos de doença, desemprego, incapacidade e velhice;
    • Igualdade de direitos entre homens e mulheres.
  1. Estes direitos e condições podem ser assegurados apenas pela verdadeira democracia. A verdadeira democracia é inseparável da liberdade política e baseia-se no consentimento consciente, livre e esclarecido da maioria, expressa através de uma votação livre e secreta, com o devido respeito pelas liberdades e opiniões das minorias.

Segundo Princípio

  1. A supressão da liberdade econômica deve levar ao desaparecimento da liberdade política. Opomo-nos a essa supressão, seja por posse ou controle do Estado ou por monopólios, cartéis e trustes privados. Admitimos a propriedade do Estado apenas para as empresas que estão fora do âmbito da iniciativa privada ou em que a concorrência já não desempenha o seu papel.
  2. O bem-estar da comunidade deve prevalecer e deve ser salvaguardado do abuso de poder por interesses seccionais.
  3. Uma melhoria contínua das condições de emprego e da habitação e ambiente dos trabalhadores é essencial. Os direitos, deveres e interesses do trabalho e do capital são complementares;
  4. A consulta organizada e a colaboração entre empregadores e empregados são vitais para o bem-estar da indústria.

Terceiro Princípio

  1. O serviço é o complemento necessário da liberdade e todo direito envolve um dever correspondente. Se as instituições livres devem trabalhar efetivamente, todo cidadão deve ter um senso de responsabilidade moral para com seus semelhantes e tomar parte ativa nos assuntos da comunidade.
  2. A guerra pode ser abolida e a paz mundial e a prosperidade econômica restauradas somente se todas as nações cumprirem as seguintes condições:

Apelamos a todos os homens e mulheres que estão em geral de acordo com esses ideais e princípios para se juntarem a nós em um esforço para ganhar sua aceitação em todo o mundo.

4. Conclusão.

Ao mesmo tempo desta iniciativa objetiva, direta, firme e contundente realizada em Oxford, no mesmo ano, sob a direta liderança do diplomata, jurista e político liberal brasileiro Oswaldo Aranha (1894-1960), presidiu a Primeira Assembleia Geral Especial das Nações Unidas, realizada em 1947, e a Segunda Assembleia Geral Ordinária, no mesmo ano. Essas duas reuniões tiveram o papel histórico de determinar – por meio da resolução 181 da Assembleia Geral – a partição da Palestina entre árabes e judeus, abrindo caminho para a criação do Estado de Israel. Em respeito à atuação do insigne brasileiro, o Brasil é sempre o Primeiro País a abrir tradicionalmente as reuniões Anuais da ONU na Assembleia Geral.

Ora, o Pacto das Nações, celebrado pelo que representa a presença de 193 Nações, que certamente estão ali em New York, nos Estados Unidos, diante do Deus Criador do Céu e da Terra – não pode ser ignorado, e toda a luta nos domínios dos homens, onde quer que estejam, tem direta conexão com o que ocorre na ONU. Que gostemos ou não, os destinos da Humanidade são tomados ali e quatro grandes correntes internacionais se digladiam em torno da disputa pelo poder supremo em comércio, indústria, recursos minerais, guerras e tantas e tantas coisas.

Estas quatro plataformas, como afirmamos no início deste texto são os (a) Socialistas, (b) os Comunistas, (c) os Islâmicos e (d) os Liberais.

Há atravessadores? Sim há.

Há piratas? Com certeza.

Há românticos? Sem sombra de dúvidas.

Há os realistas? Eu estou entre estes.

A Aliança Liberal é na direção dos princípios e valores determinados num documento mais extenso denominado Declaração Universal dos Direitos Humanos – que analisaremos em outra oportunidade!

Mas, minha posição é exatamente na firme direção da Declaração de Oxford de 1947 com as Alterações de 1997!

Que Deus nos ilumine e guarde!