Por Que as Pessoas São Confusas em Matéria de Política?

O grande problema é quando se CONFUNDE “o que cremos” com “o modo como faremos”.

O que cada um de nós crê é privado e não somos superiores a ninguém, para impor para as pessoas o que cremos e queremos! Há que se ter respeito e igualdade.

Em Ciência Política, na realidade dela no dia-a-dia, o que as outras pessoas desejam é imperativo para cada uma delas e se eu penso que posso impor o que eu quero e agir desta forma, receberei a “retaliação” na mesma justa medida com que ataco – e se eu for fraco posso acabar morto imediatamente por ter sido arrogante e burro.

Em Ciência Política existem sempre dois caminhos a serem seguidos:

  • Estado Grande e Controlador da Vida das Pessoas (dito Socialista) x Estado Pequeno e Libertário da Vida das Pessoas (dito Liberal) – não tem choro e nem desvios, ou você é Socialista ou é Liberal. O radicalismo no Socialismo se chama Comunismo, o radicalismo no Liberalismo se chama Libertarianismo. Um quer um Superestado que seja como na Coréia do Norte/Venezuela, e o outro quer alguma coisa do tipo “Sem qualquer existência do Estado” onde a “anarquia domine” e cada um faça o que quiser. Dois extremos obviamente sem cabimento no plano da realidade! E cada um destes modelos pretende chegar através de “um método” que só pode ser de quatro tipos.
  • No Campo da Metodologia que será usada na análise de qualquer assunto, temos 4 tipos de caminhos para realizar as coisas:
  • Efetivismo – analisemos a questão e sejamos eficientes em fazer o certo.
  • Brutalismo – façam o que eu quero e eliminem os oponentes.
  • Gradualismo – façamos tudo aos poucos com paciência e lentidão.
  • Corrupção – vamos arrumar nosso lado pessoal e que se danem os outros.
  • Eu sou um Efetivista, ou seja, um meio termo entre “Brutalismo e Gradualismo” e que se torna superior a eles na justa medida com que se vê que a “Realidade” deve ser analisada caso-a-caso, percebendo sempre como se pode produzir “o mal menor” no “bem maior”, para o conjunto das pessoas envolvidas, preservando-se quatro fundamentos inegociáveis:
  • A política como forma de diálogo entre todas as pessoas envolvidas e onde a liberdade com igualdade deve ser o direito intocável. Sem este primado é a guerra!
  • A visão de “um todo” antes de sair falando livremente qualquer coisa e roubar tempo útil das pessoas. Isto só pode ser conquistado se houver 4 etapas constitutivas: (a) qual é o problema em questão? (b) quais são todos os fatos com provas contundentes? (c) qual a análise que será feita diante do que é o certo? (d) qual a decisão? (que terá que ser às vezes brutalista e às vezes gradualista dependendo do problema em consideração, mas, nunca uma decisão corrupta).
  • Fidelidade Programática e Pragmática – que mantém as coisas dentro de uma seriedade e de uma linha responsável de acordos e decisões que no campo da estratégia dão sentido e direcionamento construtivo ao que se deseja realizar e não uma bagunça relativista. O Governo tem que ter início, meio e fim – com uma clara direção objetiva! Agenda.
  • Pessoas que (1) entendam este método efetivista, (2) tenham lealdade e respeito rigoroso por esta ‘maneira de ver as coisas’, (3) comprometidas com a verdade acima de tudo e, por fim (4) compromisso tecnológico, técnico e trabalho sério.

Esta a visão de quem pensa política, no meu entendimento – construindo uma visão correta, porque sabe exatamente onde está, num painel de compreensão de si, diante da realidade da Sociedade onde está. Alguns me chamarão de “utilitarista” – ou seja, crente na teoria desenvolvida na filosofia liberal inglesa, especialmente por Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873), que considera a boa ação ou a boa regra de conduta caracterizáveis pela utilidade e pelo prazer que podem proporcionar a um indivíduo e, em extensão, à coletividade. Eu confesso: sou um utilitarista e por isto um efetivista!

Prof. Jean Alves Cabral

www.politica.professorjean.com

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